terça-feira, 12 de maio de 2015

Avaliação, diagnósticos e fim do 1o bimestre... (6os anos)


Salve salve pessoas.. cá estamos nós nos primeiros dias de maio. O primeiro bimestre acabou e aqui vos fala o único professor que não conseguiu fechar as notas até dia 30/04. Terminei apenas hoje a as entregarei na 2a feira, já estando apto a traçar o diagnóstico das 9 turmas de 6o ano e da única turma de 9o ano.
Creio que todos já sabem que eu não deveria estar em sala esse ano por conta do doutorado. Cada semana está se provando uma superação com três disciplinas na parte da tarde (2a, 3a e 5a), além de ministrar algumas aulas de HSPB às 3as e 5as à noite, somando-se à reta final da gravidez (Ana deve chegar essa semana agora). O fim do bimestre acabou catalizando tudo isso.
Esse ano por conta da mudança de governo, o calendário foi adiado e as datas estão levemente alteradas em relação ao ano passado e aos anteriores. Mesmo assim, o bimestre tá encerrado e posso trazer as primeiras considerações do ano, em que tentei adensar os mecanismos de avaliação para respaldar mais a análise, bem como permitir um diálogo mais amplo com meus colegas de trabalho. Sempre importante lembrar que o objetivo do 1o bimestre deve ser traçar um diagnóstico dos alunos e não simplesmente avaliar (leia-se dar notas). O ideal é conseguir entender um pouco da especificidade de cada educando, avaliar sua leitura, analisar sua escrita, compreender seu histórico familiar, tratar da sua disciplina, provocar seu interesse, dimensionar suas potencialidades, entre outros. Para tanto, abordagens diversas: exercícios de leitura, atividade individuais e coletivas, muita escrita, fazer e refazer trabalhos, provas, brincadeiras, conversas e tudo mais que for possível e necessário.
Em 2015, tenho 9 turmas de 6o ano e 1 turma de 9o ano. A turma de 9o ano foi montada a partir de estudantes das minhas turmas de 8o ano do ano passado, sendo o critério principal a afinidade minha para com eles. Eles também foram meus alunos no 6o ano em sua maior parte, já conhecendo meu trabalho e permitindo explorar novas fronteiras das possibilidades do processo de ensino-aprendizagem. Vale lembrar que a montagem de turmas na escola já vem sendo feita há quatro anos, sempre tentando melhorar e mudar o que percebemos como deficiente no processo.
Quanto às turmas de 6o ano, de modo geral, recebemos um grande contingente de estudantes vindo do CEF 511. Vários casos delicados desde já se destacaram demandando atenção especial e cuidadosa. Dois anos atrás, o CEF 511 foi obrigado a aceitar o modelo do ciclo, que foi retirado no ano passado. Na reunião que tive com os coordenadores de lá no fim do ano passado, quando vou fazer uma palestra sobre o que aguarda os estudantes do 5o ano no ano seguinte no CEF 308, já me anunciaram que haviam muitos casos complicados que não seriam retidos.
Mesmo com minhas dificuldades e com meu pouco tempo para me entregar ao trabalho como gosto, acredito que os frutos dos anos anteriores tem ajudado a garantir um ambiente escolar estável e mais tranquilo neste ano. Os problemas disciplinares seguem diminuindo em relação aos anos anteriores. A vinda dos 9os anos para a manhã e o aumento no número de turmas de 6o ano colaboraram com isso. O grande problema é o quão sobrecarregados estão os coordenadores cujos substitutos ainda não chegaram à escola, obrigando estes a estarem em sala de aula.

6o ano A

Essa turma sempre tem uma concentração maior de repetentes que exigem atenção particular quer seja por necessidades especiais ou por problemas particulares. Nesse ano, a turma também é um tanto imatura e desconcentrada como no ano passado. Ainda assim, são interessados e animados em participar. Todos fizeram o trabalho da biografia dos avós, mas boa parte não teve o caderno completo e mostrou alguma dificuldade nos exercícios de leitura e escrita. Temos aqui dois destaques e doze alunos abaixo da média.

1 - Ótima aluna. Lê bem.
2 - Boa aluna. Desempenho ruim na prova e resposta desconexa na atividade escrita, mas muito participativa. Lê bem.
3 - Repetente que mostrou significativa melhora. Passou a ter o caderno completo e diminuiu as faltas (só duas nesse bimestre). As notas no trabalho e na prova ainda foram ruins, mas subiram em relação ao ano passado, assim como a leitura melhorou. Tem dificuldade na escrita com acento, come letras e nas letras maiúsculas.
4 - Já está no 6o ano conosco pela 3a vez (passou comigo ano passado, mas foi retida por outras disciplinas). Começou o ano bem, mas também foi assim ano passado. Teve boas notas no trabalho e na prova, mas o caderno estava incompleto.
5 - Aluno com necessidades especiais. Chorão e manhoso, usa a condição como muleta, pois sabe que passam a mão na cabeça dele. Estou trabalhando para instigá-lo a querer e a se superar. Chorou no exercício de leitura e deixou minha prova em branco, mas estou traçando estratégias e me aproximando dele.
6 -  Boa aluna. Leitura mediana.
7 - Aluna mediana. Desempenho ruim na prova. Problemas na escrita com acentuação e pontuação. Leitura mediana.
8 - Boa aluna. Caderno incompleto e trabalho mediano, mas ótima nota na prova. Lê bem.
9 - Excelente aluno. Já fui professor de duas irmãs e um irmão dele e toda a família é de estudantes dedicados e interessados. Lê bem apesar de uma pequena dificuldade de dicção.
10 - Repetente que segue mostrando as carências do ano passado. Apesar de estar faltando menos, não teve o caderno completo, não entregou o trabalho num primeiro momento e não o fez segundo os parâmetros exigidos (mínimo de 30 linhas), tendo recebido de volta para refazê-lo. Tirou uma nota boa na prova e a leitura melhorou um pouco, mas ainda tem dificuldade na escrita com acentuação e troca de fonemas. É muito carente do ponto de vista financeiro.
11 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. Não teve o caderno completo, tirou nota muito baixa na prova e fez o trabalho, mas não o fez segundo os parâmetros exigidos (mínimo de 30 linhas), tendo recebido de volta para refazê-lo. A leitura é deficiente e tem muita dificuldade na escrita com letras maiúscula e minúsculas misturadas todo o tempo.
12 - Aluno com dificuldade que precisa de atenção. Caderno bastante incompleto, nota péssima na prova. Dificuldade na escrita com pontuação e acentuação. Faltoso (6 faltas).
13 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. Teve o caderno completo, mas tirou nota péssima na prova e fez o trabalho, mas não o fez segundo os parâmetros exigidos (mínimo de 30 linhas), tendo recebido de volta para refazê-lo. Escrita deficiente no formato das letras, além de dificuldades com as letras maiúsculas e por comer letras no final das palavras.
14 - Aluno mediano com ressalvas. Não teve o caderno completo e nota ruim na prova. Na escrita come letras das palavras. Lê bem.
15 - Repetente que mostrou significativa melhora. Foi confirmado como aluno com necessidades especiais nesse ano, mas houve a escolha de mantê-lo no 6o ano e trabalhar uma boa base. Não teve o caderno completo, mas houve progresso na copia e organização dos conteúdos. O interesse e a participa;cão também melhoraram. A escrita ainda é por vezes confusa e a leitura truncada, mas tem mostrado desenvolvimento.
16 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. É um aluno empenhado, mas com leitura muito ruim e escrita desconexa com palavras sem sentido. Teve desempenho mediano no trabalho e muito ruim na prova. É suspeito de ter dislexia.
17 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Apresenta problemas de indisciplina e no relacionamento com os colegas. Pouco interesse e participação. Nota péssima na prova, caderno muito incompleto. A leitura é mediana, mas a escrita peca na acentuação e pontuação.
18 - Repetente que segue mostrando as carências do ano passado. É uma aluna de grande capacidade, que já poderia ter progredido ano passado, mas reprovou por faltas. Segue com bom desempenho nas atividades, mas permanece faltosa (7 faltas).
20 - Boa aluna. Desempenho ruim na prova, mas participativa. Leitura muito ruim. Escrita deficitária na acentuação.
21 - Repetente que mostrou significativa melhora. Passou a realizar todas as atividades, o que não acontecia no ano passado por ser muito faltoso. Apesar de um problema de dicção, a leitura melhorou e tem se mostrado interessado.
22 - Transferido.
23 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. Não teve o caderno completo, tirou nota ruim na prova e fez o trabalho, mas não o fez segundo os parâmetros exigidos (mínimo de 30 linhas), tendo recebido de volta para refazê-lo. A leitura é mediana, enquanto que a escrita tem problemas na acentuação e por comer letras no fim das palavras.
24 - Bom aluno. Nota baixa no trabalho pelos muito erros de português, dificuldade com as letras maiúsculas e com a separação das palavras, além de trocar as letras "l" e "d".
25 - Aluno mediano com ressalvas. É interessado e participativo, sendo ajudado pela irmã (26), que tem bom desempenho e o estimula. Ainda assim, teve baixo rendimento na prova, escreve com dificuldade na acentuação e com a letra "p". A leitura é razoável.
26 - Boa aluna. Além de ter bom rendimento, ajuda o irmão (25). Lê bem.
27 - Boa aluna. Nota ruim na prova, mas lê bem.
28 - Repetente que segue mostrando as carências do ano passado. Já é a 3a vez no 6o ano, tendo reprovado nos dois anos anteriores por abandono. É portador de necessidades especiais, além de ser de família muito carente. Mesmo o envolvimento com o tratamento de saúde no ano passado não conseguiu mantê-lo na escola. É muito indisciplinado e tem problemas de sociabilidade com os colegas. Continua faltoso (8 faltas), tendo perdido as provas. Leitura razoável.
29 - Repetente que mostrou alguma melhora. Teve ótimo desempenho no trabalho, mas desempenho ruim na prova. A disciplina melhorou, mas o interesse segue deficiente. A escrita tem problemas na acentuação das palavras.
30 - Boa aluna. Teve o caderno incompleto, mas teve boas notas no trabalho e na prova. Cuidar das faltas (5 faltas).
31 - Repetente que mostrou significativa melhora. Apesar de ainda ter algumas faltas (5 faltas), o interesse e a participação melhoraram. Fez todas as atividades, ainda que a nota do trabalho tenha sido baixa por muitos erros de português, principalmente, na pontuação. A leitura é fraca e truncada, mas a nota da prova sinalizou melhora na assimilação dos conceitos.
32 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. A estudante chegou depois de iniciado o bimestre, por volta do meio de março, e demorou a engrenar, somando ainda mais 4 faltas. O caderno ficou incompleto, a nota do trabalho foi mediana e a da prova ruim. É muito reservada e pouco participativa, tímida até mesmo na leitura.

6o ano B

Essa turma é possivelmente um dos casos mais complicados para o ano. Além de possuir dois alunos que tumultuam muito o ambiente (uma que é repetente), o pouco cuidado na realização da prova fez com que as notas fossem especialmente baixas aqui. É necessário que sejam realizadas intervenções constantes e a intensificação de recuperações continuadas. Apenas um aluno que abandonou não fez o trabalho. Foram dois destaques e treze alunos abaixo da média.

1 - Ótima aluna. Tem que tomar cuidado com as faltas (5 faltas), na escrita precisa melhorar a pontuação e o uso do plural. A leitura é boa, mas pode melhorar. Fez um trabalho excelente.
2 - Ótimo aluno. Lê bem.
3 - Repetente que mostrou alguma melhora. Realizou todas as atividades com bom desempenho, mas ainda deve ter cuidado com as faltas (5 faltas), assim como não teve o caderno completo, pois isso ainda são padrões do ano passado. A leitura é razoável.
4 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. Realizou todas as atividades, mas teve desempenho péssimo na prova. A leitura é boa, mas na escrita tem problemas com uso das letras maiúsculas.
5 - Boa aluna. Lê bem.
6 - Aluno mediano com ressalvas. Realizou todas as atividades e a leitura é boa, mas precisa escrever com mais atenção pelos inúmeros erros de português, em especial, na acentuação, que baixaram a nota da prova e do trabalho.
7 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Apresentou problemas de conversa excessiva, assim como não realizou o trabalho em um primeiro momento. Não teve o caderno completo, a leitura é mediana e os erros de português são muitos. Zerou a prova.
8 - Repetente que mostrou significativa melhora. É um aluno acompanhado de perto, por histórico de problemas de sociabilidade desde a escola anterior. Esse ano está realizando as atividades e enfrentando as dificuldades, embora ainda tenha alguns problemas nas relações com os colegas. Realizou todas as atividades, a leitura melhorou, muito embora ainda esteja mediano em tudo isso. Na escrita, ele precisa melhorar a questão das letras maiúsculas.
9 - Bom aluno. Teve o caderno incompleto e se envolve em algumas brincadeiras fora de hora, mas lê bem.
10 - Bom aluno. A nota da prova foi péssima e são muitos os erros de português. A leitura é boa.
11 - Boa aluna. A nota da prova foi ruim e precisa melhorar a letra e organização do texto na escrita. A leitura é razoável.
12 - Boa aluna. A nota da prova foi péssima, mas as outras atividades foram bem realizadas. Lê bem.
13 - Aluno mediano com ressalvas. Realizou todas as atividades, mas o desempenho na prova foi péssimo. Envolve-se constantemente em conflitos com um dos alunos foco de problema da turma. A leitura é boa, mas a escrita precisa melhorar, principalmente na questão de letras maiúsculas e minúsculas.
14 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. Essa aluna perdeu a prova e a reposição. É faltosa (6 faltas). Não apresentou o caderno completo e não realizou o trabalho em um primeiro momento. Escrita deficiente, erros excessivos com as letras maiúsculas.
15 - Repetente que mostrou significativa melhora. Realizou todas as atividades com bom desempenho. A leitura é razoável e pode melhorar.
16 - Aluna mediana com ressalvas. Realizou todas as atividades, mas o desempenho na prova foi péssimo. A leitura é razoável e a escrita precisa melhorar desde o uso do espaço das linhas.
17 - Bom aluno. Teve bom desempenho na prova e no trabalho, mas não teve o caderno completo e precisa melhorar o comportamento.
18 - Aluno mediano com ressalvas. Tem que tomar cuidado com as faltas (5 faltas) e o caderno não estava completo. Teve desempenho razoável na prova e não realizou o trabalho em um primeiro momento. A leitura também é mediana e na escrita tem problema com as letras maiúsculas.
19 - Aluna mediana com ressalvas. Realizou todas as atividades, mas teve desempenho péssimo na prova. A leitura é razoável, mas na escrita tem dificuldades com letras maiúsculas e minúsculas.
20 - Boa aluna. Lê bem.
21 - Bom aluno. Realizou todas as atividades, mas teve um péssimo desempenho na prova. Também precisou refazer o trabalho por ter feito com menos de 30 linhas. Escreve muito bem e lê bem, mas parece pouco focado. Teve um problema isolado de agressão, que foi conversado e solucionado.
22 - Repetente que mostrou alguma melhora. É um dos casos que tumultua a turma, situação já identificada no ano anterior. Conversa demais, é agitada, tenta sempre ter o controle da convivência social da classe. Ainda assim, mostrou melhora nesse ano, realizando todas as atividades. A leitura ainda é deficitária e a escrita também é um tanto confusa ainda.
23 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. Não teve o caderno completo, nota péssima na prova. A leitura é razoável, mas na escrita come as letras no final das palavras.
24 - Aluno com necessidades especiais que abandonou antes mesmo de entregar o trabalho.
25 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Disperso e conversador. Zerou a prova, mas teve desempenho mediano nas demais avaliações. A leitura também é razoável.
26 - Aluno mediano com ressalvas. Teve bom desempenho nas avaliações e lê bem, mas zerou a prova.
27 - Aluno com necessidades especiais, semi-alfabetizado apenas. Não consegue ler textos simples e a escrita é desconexa e sem sentido. Possui problema de memória e a avaliação do trabalho foi feito de maneira oral. A família não quer que seja cobrado, mas acredito que o próprio aluno tem se empenhado um pouco mais quando exigido. É faltoso (7 faltas).
28 - Bom aluno. Lê bem. Teve nota ruim na prova, mas nota ótima no trabalho.
29 - Aluno mediano com ressalvas. Tem sérios problemas de interação social, muito agitado e prolixo. Tem sérios embates com alguns colegas, além de teatralidade quando confrontado. Foi suspenso por duas vezes, tendo em uma delas agredido um colega. É inteligente e manipulador, sendo a mãe professora de escola próxima. Tem bom desempenho nas avaliações, mas na prova foi péssimo. Lê e escreve muito bem.
30 - Bom aluno. O rendimento na prova foi péssimo, mas foi muito bem nas demais avaliações. Lê bem.

6o ano C

Foi a turma com melhor rendimento no bimestre. Ainda que seja um pouco agitada, os alunos são participativos e interessados. Existem alguns casos graves que merecem atenção, mas os destaques positivos são mais numerosos. O fato de eu ter aplicado a prova nessa turma parece ter ajudado a média do desempenho, o que me levou a decidir aplicar eu mesmo a prova em todas as turmas a partir do próximo bimestre. Por outro lado, não consegui terminar o exercício de leitura com todos os alunos. Foram oito destaques e nove alunos de recuperação.

1 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. Não teve o caderno completo, dificuldade na convivência social com os colegas, sendo alvo de provocações e perseguição. Nota ruim na prova e mediana no trabalho. Leitura ruim e escrita com muitos erros, troca de fonemas e letras.
2 - Ótima aluna. Lê bem. Precisa tomar cuidado com as faltas (6 faltas).
4 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. Não realizou o trabalho em um primeiro momento. Notas ruins no trabalho e na prova. Faltas em demasia (6 faltas). Leitura deficiente, escrita com muito erros de português, em especial, com letras maiúsculas e por comer letras no fim das palavras.
5 - Repetente que mostrou significativa melhora. Deixou de ser faltosa como no ano passado, realizou todas as atividades, teve melhora na escrita e na leitura. Na escrita, ainda precisa melhorar a acentuação.
6 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. É faltoso (8 faltas). Não teve o caderno completo e teve nota ruim na prova. Erros recorrentes na escrita no que tange à pontuação e letras maiúsculas.
7 - Ótimo aluno. Leitura razoável.
8 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Aluno com sérias dificuldades na escrita e na elaboração de frases estruturadas. Escrita deficiente e leitura péssima. É desinteressado e deixou a prova quase toda em branco. Ao ser cobrado por mim, deu resposta sem sentido para poder ir embora.
9 - Ótimo aluno. Escrita com problemas na pontuação.
10 - Aluno mediano com ressalvas. Não teve o caderno completo e teve nota ruim na prova. Apresentou alguns problemas de bagunça, mas é tranquilo no geral. Tem histórico de repetência e é muito maior que os demais colegas Tem problemas na escrita com a pontuação e acento.
11 - Bom aluno. Lê bem.
12 - Repetente que segue mostrando as carências do ano passado. Embora tenha diminuído o número de faltas, continua pouco aplicado nas atividades. Não teve o caderno completo, e teve nota ruim na prova, além de não realizar o trabalho nos parâmetros necessários (mínimo de 30 linhas). Tem dificuldade com as letras maiúsculas na escrita.
13 -- Ótimo aluno. Teve um pequeno problema disciplinar.
14 - Ótima aluna. Lê incrivelmente bem.
15 - Boa aluna. Não teve o caderno completo, mas ótimas avaliações. Lê bem.
16 - Bom aluno. Aplicado, mas perdeu muitos pontos por erros de português nas atividades. Problemas com o acento, a pontuação e a estrutura dos textos.
17 - Repetente que mostrou significativa melhora. Deixou a postura apática do ano passado e realizou muito bem todas as atividades. Lê bem.
18 - Ótimo aluno. Pequeno problema com acentos na escrita.
19 - Bom aluno. Lê bem.
20 - Repetente que mostrou alguma melhora. Apesar de continuar faltosa (6 faltas), está mais interessada e participativa. Ainda assim, não teve o caderno completo e não realizou o trabalho num primeiro momento. Na escrita, tem dificuldade com alguns fonemas e as letras maiúsculas.
21 - Boa aluno. Leitura razoável.
22 - Boa aluna. Conversa um pouco demais.
24 - Bom aluno. Dificuldade com as letras maiúsculas na escrita.
25 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Teve problemas disciplinares por perturbar colegas e bagunça. Teve nota péssima na prova. Lê bem, mas come letras na escrita.
26 - Repetente que mostrou significativa melhora. Apesar de continuar faltosa (6 faltas), realizou todas as atividades com interesse. Diminuiu o problema da conversa excessiva do ano passado.
27 - Repetente que mostrou alguma melhora. Teve desempenho similar ao do 1o bimestre do ano passado, tendo relaxado depois, o que parece ser bem possível dada a postura atual. Ainda assim, teve boas notas nas atividades. O caderno não estava completo e tem problemas com os acentos ao escrever.
28 - Boa aluna. Não teve o caderno completo e troca muitos fonemas e letras na escrita.
29 - Ótima aluna.
30 - Repetente que mostrou significativa melhora. Reprovou por ter abandonado no ano passado, mas já reunia capacidade de avançar. Esse ano continua animado e falastrão, mas está mais comprometido e empenhado. Deixou de ser faltoso e só exagera um pouco nas brincadeiras. A leitura é razoável.
31 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Abandonou no início do bimestre e conseguimos através de contato com a família trazê-lo de volta. Ainda assim, teve 12 faltas. É o único da turma que não realizou o trabalho. O resultado na prova foi péssimo, mesmo com meu acompanhamento cuidadoso.
32 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Chegou depois de iniciado o bimestre e é apenas semi-alfabetizado. Teve 5 faltas e tem extrema carência na escrita e na leitura. Realizou o trabalho mas não o fez dentro do parâmetro mínimo de 30 linhas.

6o D

Essa turma é um tanto agitada e o desempenho de todo o grupo parece comprometido em algum nível. Mesmo os bons alunos foram prejudicados pelas brincadeiras excessivas. Dois repetentes que não mostraram muita mudança ampliam o ambiente tumultuado. A maior parte dos repetentes não mostrou melhora. Foram três destaques e treze alunos abaixo da média.

1 - Transferida.
2 - Boa aluna. Lê bem.
3 - Repetente que segue mostrando as carências do ano passado. O aluno continua faltoso (7 faltas) e pouco empenhado nas atividades. Não fez o trabalho num primeiro momento, o caderno estava incompleto e o desempenho foi ruim na prova. A leitura é boa. O comportamento também não progrediu e segue envolvido em constantes confusões.
4 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. Teve rendimento mediano na maior parte das atividades e a leitura é boa, mas zerou a prova. É muito comunicativa e um tanto carente, com dificuldades familiares.
5 - Boa aluna. O desempenho foi razoável nas atividades, mas troca letras na leitura e come letras na escrita.
6 - Boa aluna. Lê bem. Teve um problema disciplinar por sair muito do seu lugar e conversa excessiva.
7 - Transferida.
8 - Transferida.
9 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. Não teve o caderno completo e o rendimento na prova foi péssimo. Escrita com muitos erros de português.
10 - Bom aluno. Lê bem. Na escrita, peca no uso das letras maiúsculas.
11 - Boa aluna. Leitura razoável. Tem problemas disciplinares, pois é muito teimosa e um tanto agressiva.
12 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Não teve o caderno completo e a o rendimento na prova foi péssimo. A leitura é ruim e tem dificuldade com as letras maiúsculas na escrita.
13 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Tem sérios problemas na interação social com os colegas. Também é evasivo e enrolão. A leitura é péssima e a escrita muito deficiente, pouco estruturada.
14 - Transferida.
15 - Repetente que segue mostrando as carências do ano passado. Além de ainda ter problema com faltas (5 faltas), o aluno mostrou problemas de comportamento e respeito com professores. Foi relativamente bem nas atividades. A leitura está razoável. Segue com problemas no uso das letras maiúsculas.
16 - Bom aluno. Lê bem.
17 - Boa aluna. Leitura razoável e dificuldade no uso do plural na escrita.
18 - Boa aluna. Teve bom rendimento nas atividades com exceção da prova, onde foi muito mal. Lê bem, mas não lida bem com letras maiúsculas.
19 - Transferida.
20 - Bom aluno. Leitura mediana.
21 - Aluno mediano com ressalvas. Desempenho mediano nas atividades e muita dificuldade na escrita, em especial com as letras maiúsculas. A leitura é razoável.
22 - Repetente que segue mostrando as carências do ano passado. Não houve melhora na escrita e na leitura. O empenho nas atividades melhorou, mas segue com problemas de comportamento do ano anterior, muitas conversas e brincadeiras fora de hora.
23 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Além do histórico de repetência, tem enorme dificuldade na escrita, em especial, com acentos e letras duplas. A leitura é mediana. Não realizou o trabalho de imediato. Também teve alguns problemas disciplinares e ajuda a tumultuar o ambiente.
24 - Boa aluna. Dedicada nas atividades, mas a leitura é ruim e come letras ao escrever.
25 - Ótimo aluno. Lê bem.
26 - Abandonou no fim do bimestre. Tem 12 faltas. Não realizou o trabalho.
27 - Repetente que mostrou significativa melhora. Teve significativa melhora no comportamento e no empenho. Já poderia ter progredido de ano em 2014, mas a indisciplina o atrapalhou. Realizou muito bem todas as atividades, a leitura melhorou e só precisa melhorar a acentuação na escrita.
28 - Ótima aluna. Lê bem.
29 - Boa aluna. Realizou bem todas as atividades, mas precisa melhorar a leitura que é fraca. Na escrita, troca algumas letras. Tem que tomar cuidado com o passear pela sala.
30 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. É faltoso (9 faltas). Não teve o caderno e zerou a prova. Não realizou o exercício de leitura, mas na escrita troca fonemas, não acentua e tem dificuldades com as letras maiúsculas.
31 - Bom aluno. Esteve ausente nas 3 primeiras semanas de aula. Não teve o caderno completo, mas teve bom desempenho nas atividades. É um tanto debochado.
32 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Não teve o caderno completo, lê mal e peca na escrita, pois não acentua e come letras no final das palavras.Rendimento mediano no trabalho pelo excesso de erros de português e nota péssima na prova.
33 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção Não teve o caderno completo e péssimo rendimento na prova.
34 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Chegou nas duas últimas semanas do bimestre, mas já demonstrou ser folgado e intrometido, multiplicando conflitos na convivência com os colegas.

6o E

Foi a turma de pior rendimento entre as 9 do 6o ano. Além de apenas dois destaques, temos aqui dezoito alunos de recuperação. É o ambiente menos disciplinado do 6o ano. Muitos casos de dificuldade na escrita e na leitura, além de vários estudantes com histórico de repetência e problemas familiares. Muitos desses casos são de alunos faltosos. Também temos dois pares de irmãos nessa turma.

1 - Aluno mediano com ressalvas. Problema com brincadeiras fora de hora. Não teve o caderno completo. A leitura é boa, mas na escrita come letras e tem deficiência na acentuação.
2 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Aluno com sérios problemas disciplinares, tumultua o ambiente e perturba os colegas. É faltoso (6 faltas). Não teve o caderno completo e não realizou o trabalho em um primeiro momento. A nota da prova foi péssima. Tem grande dificuldade na escrita e na leitura.
3 - Bom aluno com ressalvas. É agitado, não fica parado no mesmo lugar e fala ininterruptamente. Foi encaminhado como hiperativo. Ainda assim, é sempre gentil, lê bem e realizou todas as atividades com bom desempenho. Tem algum problema na escrita com acentuação, letras maiúsculas e minúsculas. O comportamento, no entanto, tumultua o ambiente.
4 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. É outro aluno com sérios problemas disciplinares. É agressivo com os colegas e dado ao confronto. Teve notas medianas nas atividades, mas não teve o caderno completo. A escrita é confusa e com problemas de coerência.
5 - Aluna mediana com ressalvas. Conversa excessiva e passeia pela sala, além de não ter o caderno completo. Mas teve desempenho mediano nas demais atividades. A escrita e a leitura são boas.
6 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. Tem um irmão na turma e fizeram o mesmo trabalho dos avós. Receberam uma segunda chance e mesmo assim a nota foi baixa, com muitos erros de português. Não teve o caderno completo e a nota da prova foi ruim. A leitura é razoável, mas precisa melhorar a acentuação na escrita.
7 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Sérios problemas disciplinares e de convivência. Tem histórico de repetência. Tem problemas familiares e contexto de agressividade familiar. É faltoso (9 faltas). Não teve o caderno completa, a nota do trabalho foi mediana e a o desempenho na prova foi muito ruim. A leitura é péssima. Na escrita, tem dificuldade na coerência mínima, sendo apenas semi-alfabetizado pelo visto.
8 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Tem uma irmã na turma e fizeram o mesmo trabalho dos avós. Receberam uma segunda chance e obteve nota mediana, apesar dos muitos erros de português. Teve o caderno completo, mas zerou a prova. A leitura é ruim e a escrita muito deficiente. Além do mesmo problema de acentuação da irmã, ainda come letras e tem dificuldade com a separação das palavras.
9 - Boa aluna. Lê bem. Melhorar a acentuação na escrita.
10 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. Copiou o trabalho dos avós e ainda não entregou o novo. Não teve o caderno completo e zerou a prova.  Apesar da leitura ser razoável, conversa muito e passeia pela sala. A escrita é deficiente na acentuação e come letras.
11 - Aluno mediano com ressalvas. Apesar de praticamente zerar a prova, teve o caderno completo e obteve nota mediana no trabalho. Troca letras na escrita e a leitura é razoável.
12 - Boa aluna. Não teve o caderno completo. Precisa melhorar a acentuação.
13 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Não teve o caderno completo. A nota da prova foi ruim. A leitura é razoável. Come letras na escrita. É enrolão e não entregou o trabalho no primeiro momento.
14 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. Tem problemas disciplinares, histórico de repetência e a com uma família que prefere começar por contestar o professor. Além disso, é faltosa (6 faltas), não teve o caderno completo e zerou a prova. A leitura é razoável, mas na escrita mistura fonemas e come letras.
15 - Repetente que segue mostrando as carências do ano passado. Não teve o caderno completo, a escrita continua péssima e zerou a prova.
16 - Aluno carente acompanhado pela tia que é da equipe de limpeza da escola. É faltoso (7 faltas).  É agressivo e tem histórico de repetência. Não teve o caderno completo. A nota da prova foi péssima.
17 - Boa aluna. Lê bem.
18 - Repetente que mostrou significativa melhora. Embora continue conversadeira, esta mais empenhada nas atividades, ainda que não tenha apresentado o caderno completa. Teve notas boas na prova e no trabalho. Parou de faltar e melhorou um pouco a escrita e a leitura.
19 -  Repetente que mostrou significativa melhora. Embora ainda brinque fora de hora, está muito empenhado nas atividades, obtendo boas notas. A leitura é boa e na escrita só precisa cuidar das letras maiúsculas e minúsculas.
20 - Aluna mediana com ressalvas. Fez um bom trabalho, mas praticamente zerou a prova. A leitura é razoável.
21 - Bom aluno. Um pouco agitado e falastrão. Lê bem.
22 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. É indisciplinado, com histórico de repetência e gosta de escândalos. Tem um irmão na sala. Não realiza atividades e é faltoso (10 faltas). Tumultua o ambiente e perturba os colegas. A escrita é muito deficiente, principalmente na acentuação, além de comer letras.
23 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. Copiou o trabalho e ainda não entregou a nova versão. Não teve o caderno e zerou a prova. A leitura é satisfatória e na escrita erra nas maiúsculas.
24 - Aluno mediano. Na ruim na prova. Cuidado com as letras maiúsculas.
25 - Ótima aluna. Lê bem.
26 - Aluna mediana com ressalvas. Realizou todas as atividades, mas teve nota péssima na prova, assim como algumas faltas (5 faltas). A leitura é razoável, mas a escrita tem problemas na acentuação, na pontuação, além de comer letras no fim das palavras.
27 - Boa aluna. Não teve o caderno completo. Atenção ao plural das palavras.
29 - Ótima aluna.
30 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. O caso é menos grave que o do irmão, mas também tem deficiências na escrita e na leitura. A leitura é mediana. Na escrita precisa melhorar a pontuação e as letras maiúsculas e minúsculas. Também tem problema de comportamento, embora seja mais tranquilo.  Realiza as atividades, mas com baixo rendimento.
31 - Bom aluno. Em atividade escrita usou algumas palavras que não faziam sentido.
32 - Bom aluno. Precisa ter atenção à pontuação e acentuação.

6o F

É a turma que eu mais gosto de dar aula, apesar do ambiente ser bastante tumultuado. Alguns alunos agitados conversam muito e tornam difícil a concentração geral. Uma aluna já foi transferido para a turma H para tentar melhorar, enquanto que outra mudou de escola. Há muitos estudantes com dificuldade na leitura e na escrita. Foram 15 alunos de recuperação e apenas dois destaques.

1 - Aluna mediana com ressalvas. Sofreu um acidente e quebrou o braço já no fim do primeiro bimestre. Teve desempenho razoável no trabalho, mas péssimo na prova. A leitura é mediana, mas na escrita tem dificuldade com a pontuação, a acentuação, além de comer letras no final das palavras.
2 - Ótima aluna. É muito tímida e reservada, tendo dificuldade de socialização com os colegas. Lê bem.
3 - Aluna mediana com ressalvas. Realizou todas as atividades, mas tem problemas com a conversa excessiva em sala. A nota na prova foi ruim. A leitura é razoável, mas precisa cuidar da pontuação na escrita.
4 - Ótima aluna. Lê bem.
5 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. Teve nota mediana no trabalho, mas péssima na prova. Tem problema com de dispersão por conta da conversa. Na escrita, tem dificuldade com o uso das letras maiúsculas e na acentuação.
6 - Bom aluno. A nota da prova foi ruim, mas a do trabalho foi excelente.
7 - Aluno com necessidades especiais. A leitura é muito ruim, com extrema dificuldade para formar os vocábulos. É presente e esforçado no copiar. Não fez o trabalho.
8 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. É esperto, mas muito faltoso (9 faltas), além de indisciplinado. Não teve o caderno completo. Gosta de bancar o esperto, mas mesmo com as faltas obteve notas razoáveis nas avaliações.
10 - Foi transferida de turma.
11 - Bom aluno. Boa leitura.
12 - Aluno com necessidades especiais. Muito conversador e simpático. A leitura é muito ruim, não realizou o trabalho com pelo menos 30 linhas num primeiro momento, mas é esforçado e participativo. Na escrita, ele troca letras, não pontua as frases e tem dificuldade com a acentuação.
13 - Bom aluno. Muito educado e participativo. Lê bem.
14 - Bom aluno. Lê bem.
15 - Boa aluna. A nota da prova foi ruim. Lê bem.
16 - Bom aluno. Teve um problema de saúde no fim do bimestre e não teve o caderno completo. Não fez o trabalho em um primeiro momento, mas teve boas notas nas atividades. A leitura é razoável.
17 - Transferida.
18 - Boa aluna. Leitura mediana.
19 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. Não teve o caderno completo e nota ruim na prova. Lê bem, mas tem problema com letras maiúsculas e minúsculas na escrita.
20 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. É agitado e falastrão. Zerou a prova e teve nota muito baixa no trabalho. A leitura é deficiente. A escrita é confusa e desconexa em alguns momentos.
21 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Conversa demais e é muito aparecido, perdido na interação social. Não teve o caderno completo e não realizou o trabalho dentro dos parâmetros necessários (30 linhas). A leitura é razoável.
22 - Aluno mediano. Conversa demais e se intromete nos assuntos alheios todo o tempo. A nota da prova foi ruim. A leitura é razoável, mas precisa melhorar a acentuação na escrita.
23 - Aluno mediano com ressalvas. Retraído e vive de capuz. Não teve o caderno completo e a nota da prova foi péssima. Precisa melhorar a escrita e a leitura.
24 - Aluna mediana com ressalvas. Conversa muito e é expansiva. Não teve o caderno completo e nota da prova foi ruim. Lê e escreve bem.
25 - Repetente que segue mostrando as carências do ano passado. Continua sendo um aluno faltoso (8 faltas). Não teve o caderno completo. Ainda assim, as notas nas atividades foram boas. A escrita e a leitura melhoraram um pouco.
26 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Não teve caderno completo. A nota na prova foi ruim. É brincalhão e desconcentrado. Lê bem. Tem dificuldades com o uso do plural na escrita.
28 - Boa aluna. Não teve o caderno completo. Lê bem.
29 - Aluno mediano com ressalvas. Zerou a prova. A leitura é ruim. Na escrita, precisa melhorar o uso das letras maiúsculas.
30 - Repetente que mostrou alguma melhora. Apesar de não ter o caderno completo, o comportamento melhorou. Segue faltoso (6 faltas). As notas nas atividades foi boa e a leitura também. Precisa melhorar a acentuação.
31 - Repetente que mostrou alguma melhora. Segue faltoso (6 faltas), mas está mais aplicado nas atividades. Ainda assim, Não teve o caderno completo. A leitura está razoável, mas a escrita ainda é confusa.
32 - Boa aluna, Lê bem. Na escrita, troca fonemas.
33 - Aluno mediano com ressalvas. Não teve o caderno completo, mas teve bom desempenhos nas demais atividades. É um tanto arredio. Os textos são confusos, desorganizados e mal pontuados.

6o G

Essa turma me surpreendeu com um bom rendimento. Apesar de concentrar alguns repetentes difíceis, a disciplina não é um problema aqui. Talvez o grande número de alunos que deixaram a turma depois do início do ano, que fez ser a turma com menos alunos tenha ajudado. Além disso, um número menor de estudantes ficaram de recuperação, 8 ao todo, assim como houveram 5 destaques.

3 - Boa aluna. Nota ruim na prova. Lê bem
4 - Repetente que segue mostrando as carências do ano passado. É muito faltosa (20 faltas). Abandonou.
6 - Ótima aluna. Lê bem.
7 - Boa aluna. Dificuldade com acentuação e pontuação na escrita. Lê bem.
8 - Bom aluno. Não teve o caderno completo. A leitura é razoável. Na escrita, carência na acentuação e no uso das letras maiúsculas.
9 - Bom aluno. Lê bem.
10 - Repetente que mostrou alguma melhora. Já está no 6o ano pela 3a vez. Foi aprovado comigo no ano passado, mas reprovou com outros professores. Ainda tem problemas disciplinares e pouco interesse pelas atividades, mas realizou todas e obteve boas notas. Tem dificuldade com letras maiúsculas e minúsculas na escrita.
12 - Ótimo aluno. Lê bem.
13 - Aluna mediana. Não teve o caderno completo, mas teve boas notas nas demais avaliações. Leitura razoável.
14 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Tem sérios problemas disciplinares e tumultua o ambiente, sendo agressivo com os colegas. Não fez o trabalho em um primeiro momento. É faltoso (11 faltas). Tem problemas com o espaçamento das palavras, com a acentuação e mistura fonemas na escrita.
15 - Aluno mediano com ressalvas. Não teve o caderno completo. É faltoso (9 faltas). A leitura é satisfatória.
16 - Repetente que segue mostrando as carências do ano passado. Começou o ano mostrando melhora na disciplina e na agressividade, mas já vem tendo recaídas. Não teve o caderno completo e a nota da prova foi ruim. A leitura é mediana e precisa melhorar a pontuação e acentuação na escrita.
17 - Ótimo aluno. Lê bem.
18 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Não teve o caderno completo e zerou a prova, mas teve boa nota no trabalho. É faltoso (6 faltas). A leitura é razoável e precisa melhorar a pontuação na escrita.
19 - Repetente que mostrou significativa melhora. Está muito mais empenhado e disciplinado. Fez todas as atividades com ótimo desempenho.
20 - Repetente que segue mostrando as carências do ano passado. Embora tenha melhorado na realização das atividades, segue muito faltoso (7 faltas) e apático. Não realizou o trabalho em um primeiro momento.
21 - Repetente que mostrou alguma melhora. Já está no 6o ano pela 3a vez. Foi aprovado comigo no ano passado, mas reprovou com outros professores. Ainda tem problemas disciplinares de brincadeiras fora de hora, mas teve boas notas nas atividades.
22 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. É inteligente, mas arredio e teimoso. Não realizou o trabalho dentro dos parâmetros necessários (mínimo de 30 linhas). Não teve o caderno completo. Lê bem.
23 - Aluna mediana. Não teve o caderno completo. É faltosa (6 faltas). Lê bem.
25 - Aluna mediana. Nota péssima na prova. Lê bem e precisa tomar cuidado com as letras maiúsculas na escrita.
26 - Boa aluna. Leitura satisfatória.
27 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Chegou no final do bimestre, tem sérios problemas familiares e é faltoso (7 faltas).
28 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Não teve o caderno completo e zerou a prova. Tem problemas de disciplina e é agitado. A leitura é péssima.
29 - Excelente aluna. Maior destaque do 6o ano. Lê bem.
30 - Bom aluno. Não teve o caderno completo. Lê bem.
31 - Repetente que mostrou alguma melhora. Já está no 6o ano pela 3a vez. Diminuiu o número de faltas, mas ainda exige atenção. Não teve o caderno completo e ainda é enrolona nas atividades.
32 - Repetente que mostrou significativa melhora. Apesar de não ter o caderno completo, teve boas notas nas demais atividades. A leitura é satisfatória.
33 - Bom aluno. É agitado e tem TDAH. Fala o tempo todo e não para quieto, com muita brincadeira fora de hora. Ainda assim, realizou todas as atividades e obteve boas notas. Na escrita, precisa melhorar a pontuação e ter atenção aos fonemas.

6o H

É a turma que sou conselheiro. Concentra vários dos repetentes mais difíceis e indisciplinados e isso afeta fortemente o rendimento da turma como um todo. Ainda assim, houveram 4 destaques, mas foram 13 alunos de recuperação.

1 - Aluno mediano. Realizou todas as atividades, mas teve nota ruim na prova. A leitura é boa. Começou a apresentar alguns problemas de brincadeiras excessivas já no fim do bimestre.
2 - Ótima aluna. Lê bem.
3 - Boa aluna. Leitura satisfatória.
4 - Boa aluna. Apesar da nota ruim na prova, tem excelente comportamento e é muito interessada. Lê bem.
5 - Abandonou.
6 - Bom aluno. Lê bem, mas precisa tomar cuidado com as letras maiúsculas na escrita.
7 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Tem sérios problemas disciplinares. Rapidamente se envolveu com os repetentes indisciplinados e já foi suspenso por três vezes, por brincadeiras fora de hora e ameaças.  Não teve o caderno completo e a nota da prova foi ruim. Na escrita, come letras e não acentua.
8 - Ótima aluna. Lê bem, mas precisa atentar para a acentuação na escrita.
9 - Aluno mediano. Muito reservado, embora tenha recebido algumas reclamações sobre perturbar colegas no intervalo. A leitura é mediana.
10 - Repetente que segue mostrando as carências do ano passado. Já está no 6o ano pela 3a vez. Continua tendo sérios problemas disciplinares. Desrespeita professores e provoca os colegas. Vem de um ambiente familiar de extrema carência. Embora a nota na prova tenha sido boa, não realizou o trabalho dentro dos parâmetros necessários (não escreveu um texto corrido). A leitura melhorou, mas a escrita ainda é muito deficiente.
12 - Aluno mediano com ressalvas. Lê bem e fez um trabalho razoável, mas zerou a prova.
13 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. Realizou todas as atividades, mas teve notas ruins na prova e no trabalho. Lê mal e escreve de maneira confusa e desordenada.
14 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. É faltosa (10 faltas). Teve nota ruim no trabalho e não teve o caderno completo, além de ter sido suspensa por brincadeiras no meio da aula.
15 - Repetente que segue mostrando as carências do ano passado. É faltoso (12 faltas). Não realizou o trabalho em um primeiro momento e só o fez, além de voltar a frequentar as aulas após a mãe procurar o conselho tutelar. Não teve o caderno completo e não realizou a prova.
16 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. É faltoso (8 faltas). Não teve o caderno completo, lê mal e tem dificuldade na escrita. Também tem problemas disciplinares, com brincadeiras excessivas fora de hora.
17 - Repetente que mostrou alguma melhora. Já está no 6o ano pela 3a vez. Teve melhora no compromisso com as atividades e no desempenho. A indisciplina, no entanto, segue uma constante com os anos anteriores. Foi removido do posto de representante de turma por continuar a perturbar os colegas. Também continua faltoso (6 faltas). A leitura é razoável, mas na escrita repete fonemas.
18 - Ótima aluna. Lê bem. Excelente nota na prova.
19 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. Leitura fraca e inverte letras na escrita. Zerou a prova.
21 - Boa aluna. Apesar da nota ruim na prova, lê bem. Na escrita, tem dificuldade com a acentuação e uso das letras maiúsculas e minúsculas.
22 - Aluno mediano. É faltoso (7 faltas). Apesar de bom rendimento nas atividades e ler bem, não teve o caderno completo e não demonstrou compromisso.
23 - Bom aluno. Teve nota ruim no trabalho, mas foi bem na prova. A leitura é fraca e troca letras na escrita.
24 - Repetente que mostrou alguma melhora. Tem grande histórico de repetência antes de chegar à escola no ano passado. Tem sérios problemas disciplinares, perturba os colegas e é muito folgado. Ainda assim, está mostrando mais compromisso com as atividades. É um caso muito difícil, mas não acredito que valha a pena retê-lo e tenho escutado o mesmo dos demais professores.
25 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. Teve nota péssima no trabalho, pelo inúmeros erros de português. O mesmo se deu na prova. Não teve o caderno completo. Tem problema de conversa excessiva. Tem dificuldade no uso da letra "m", troca letras, não usa o plural e não acentua na escrita. Lê mal.
27 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Problemas disciplinares com brincadeiras fora de hora e conversa excessiva. Zerou a prova. Dificuldade na acentuação e no uso da letra "t"na escrita. A leitura é razoável.
28 - Ótima aluna. Lê bem.
29 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Desatento e com problemas disciplinares. Teve nota péssima na prova e não teve o caderno completo. Tem dificuldades no uso das letras maiúsculas, além de trocar as letras "i" e "e" na escrita. A leitura é razoável.
30 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Não teve o caderno completo e o rendimento na prova foi péssimo. A leitura é razoável. Tem problemas no uso das letras maiúsculas e na acentuação na escrita.
31 - Repetente que mostrou alguma melhora. Apesar de seguir faltoso (6 faltas), realizou todas as atividades, mesmo que não tenha tido o caderno completo. A leitura é razoável, mas a escrita é deficiente.
32 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. Foi transferida de turma, pois era uma liderança do tumulto na turma F. Conversa muito e se intromete nos assuntos alheios. Não teve o caderno completo, a nota da prova e do trabalho foram muitos ruins. A leitura é razoável, mas precisa melhorar a acentuação na escrita.

6o I

Apesar de ser a turma mais numerosa e ter um grande número de repetentes, houve aqui um rendimento satisfatório. O ambiente é agitado pelo grande número de alunos, mas as aulas rendem bem. 5 alunos se destacaram e 14 ficaram de recuperação.

1 - Aluna mediana com ressalvas. Teve nota péssima na prova e precisa melhorar a acentuação na escrita.
2 - Boa aluna. Teve boas notas nas atividades, mas não teve o caderno completo. A leitura é boa, mas precisa melhorar a acentuação.
3 - Repetente que mostrou alguma melhora. Já está no 6o ano pela 3a vez. Já passou de ano comigo ano passado, mas reprovou com outros professores. Tem boa capacidade, mas peca pela disciplina.
4 - Bom aluno. Leitura satisfatória. Na escrita, precisa melhorar a separação das palavras e ter cuidado com a troca de fonemas.
6 - Boa aluna. Lê bem.
7 - Bom aluno. Lê bem, mas é um tanto debochado.
8 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. A leitura é ruim, come letras na escrita e não usa as maiúsculas. Não teve o caderno completo. Tem dificuldades na socialização com os colegas.
9 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. Não teve o caderno completo e zerou a prova. Lê bem, mas na escrita come letras e não acentua.
10 - Ótima aluna. Lê bem.
11 - Bom aluno. Lê bem.
12 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. É faltosa (10 faltas). A leitura é péssima e a escrita muito deficiente. Não teve o caderno completo, zerou a prova e não realizou o trabalho nos parâmetros necessários.
13 - Abandonou.
14 - Boa aluna. Leitura razoável.
15 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. É faltoso (12 faltas). Não realizou o trabalho em um primeiro momento, não teve o caderno completo e zerou a prova.
16 - Repetente que mostrou alguma melhora. Apesar de seguir indisciplinado e enrolão, realizou todas as atividades, mesmo não tendo o caderno completo. A leitura é ruim.
17 - Repetente que mostrou alguma melhora. Melhorou um pouco a disciplina, realizou todas as atividades, mesmo não tendo o caderno completo. A leitura é boa. Na escrita, precisa melhorar a acentuação e o uso das letras maiúsculas.
18 - Aluno com dificuldades que precisa de atenção. É faltoso (12 faltas). Não realizou o trabalho em um primeiro momento, zerou a prova e não teve o caderno completo.
19 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. Não realizou o trabalho em um primeiro momento, não teve o caderno completo e a nota na prova foi péssima. A leitura e a escrita são deficientes.
20 - Ótima aluna. Lê bem, mas precisa melhorar o uso das letras maiúsculas na escrita.
21 - Boa aluna. Lê bem.
22 - Boa aluna. Nota ruim na prova.
23 - Bom aluno. Lê bem, mas não teve o caderno completo.
25 - Ótima aluna. Lê bem.
26 - Boa aluna. Lê bem, mas precisa melhorar a pontuação na escrita.
27 - Repetente que mostrou significativa melhora. Já está no 6o ano pela 3a vez. Nas duas vezes anteriores, reprovou por abandono. Dessa vez, está aplicado e com bom desempenho nas atividades.
28 - Abandono.
29 - Bom aluno. Lê bem.
30 - Boa aluna. Lê bem.
31 - Aluno mediano com ressalvas. Agitado e com problemas disciplinares. Não teve o caderno completo, teve nota ruim na prova. Na escrita, peca na pontuação e troca fonemas.
32 - Aluna com dificuldades que precisa de atenção. Não teve o caderno completo, nota péssima na prova e mediana no trabalho. Lê bem, mas a escrita é deficiente e sem coerência.
33 - Repetente que mostrou significativa melhora. Já está no 6o ano pela 3a vez. Ainda é um pouco indisciplinado, mas realizou todas as atividades com boas notas. Na escrita, precisa atentar para as letras maiúsculas.
34 - Aluno mediano. Nota ruim na prova. Respostas incompletas na escrita. Lê bem.
35 - Boa aluna. Come letras e não usa as maiúsculas na escrita.
36 - Boa aluna. Lê bem.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Por alunos que não precisem de você para nada...

Salve pessoas... estava devendo uma postagem sobre a minha nova experiência como professor de 9o ano. Quis fazer isso antes das avaliações do fim do primeiro bimestre para focar mais na prática do ensino. E posso adiantar que a experiência está sendo sensacional.
A turma tem 36 alunos escolhidos por mim no início do ano na montagem de turmas por serem os que tenho mais afinidades. Todos foram meus alunos no 8o ano e quase todos foram meus alunos no 6o ano em 2012.
Normalmente, eu trabalho com turmas de 6o e 8o ano. Sempre me preparei para orientar meus educandos por dois anos, para no final poder anunciar que eles não precisavam de mim para mais nada. É difícil para muitos professores aceitar essa ideia de que não são essenciais ao processo de aprendizagem. Pois não somos, meus caros. Aprendi há muito tempo que para aprender é preciso querer e ajuda muita um balizamento inicial para que os primeiros passos firmem a caminhada, mas que a caminhada tem o rumo que quer o caminhante. Alguns conseguem fazê-la por si só, mesmo que não haja viagem solitária, já que a vida é feita de encontros. O professor é um orientador, conselheiro, amigo para o diálogo, mas não o detentor do verdadeiro saber.
Os melhores professores são os que aprendem com seus educandos e os ensinam a aprender por seus próprios quereres, que já são tantos e tamanhos...
Nesse sentido, a turma tem sido deveras interessante. Temos discutido textos que uso com minhas turmas universitárias de História Social e Política do Brasil (HSPB) sem qualquer problema. É claro que os objetivos são outros. Ao ler a introdução de Cidadania no Brasil do José Murilo de Carvalho ou o capítulo Por que Ensinar História Hoje? de Marcelo Magalhães, a ideia é instrumentalizar formas de ler. Mapear conceitos de cidadania e os objetivos dos autores foram o foco.
O desenvolvimento dos projetos para a Olimpíada de História da UniCamp através de exercícios e simulados e da História do Recanto com filmes (Cidade de Deus e Rap: o Canto da Ceilândia) e a leitura do meu artigo Recanto de Memórias tem provocado reflexões pertinentes para minha pesquisa do doutorado e para minha prática, além dos frutos na formação e elucubrações estudantis.
Como o eixo-temático do 9o ano é História e Cidadania, nesse 1o bimestre estamos pensando a 1a Guerra Mundial. Teve uma aula expositiva, seguida pela leitura de um material especial dos 100 anos da 1a Guerra Mundial publicado pelos jornais Estado de SP e Folha de SP no ano passado (que também foi relacionado com algumas matérias de jornal da época que o livro didático trás). Também lemos e refletimos sobre a análise do Eric Hobsbawn em a Era dos Extremos da Guerra Total e vimos o filme Glória Feita de Sangue de Stanley Kubric.
Mais do que apenas entender a 1a Guerra como uma consequência do progresso econômico da Europa capitalista ou como uma briga de cumadres nacionais modernas, trago a dimensão de trauma do conflito e seus enlaces com a formação e reformulação dos ideias de cidadania. As vivências e representações da guerra. Imaginário e cotidiano e não só tratados e fronteiras. Um fantasma a assombrar a pretensa tranquilidade da modernidade com suas hipocrisias burguesas.
Os resultados tem sido bem animadores, principalmente pela independência com que os educandos tem atuado e como os projetos tem se potencializado. Ainda estamos apenas findando o primeiro bimestre, mas estou animado...


terça-feira, 31 de março de 2015

Cadeia não resolve ou A importância do ato de ler e fazer Paulo Freire

Salve salve pessoas. Ana chega em 5 semanas, doutorado vai de vento em popa, mas a semana é santa e não é que achei tempo escasso depois de mais de um mês sumido. Rapadura é doce mas não é mole não. Tem 300 trabalhos de biografias dos avós ali empilhados para serem corrigidos.
Posso adiantar brevemente que a experiência primeira com o 9o ano está sendo fantástica. Merece uma postagem, mas não vai ser o caso aqui. Hoje, em homenagem a um grande amigo, Guilherme Guth de Paiva, eu vim falar sobre o Paulo Freire.
Houve a polêmica da faixa no dia 15/03. Muitos já saíram em defesa do educador Paulo Freire com as mais belas palavras e com a justa questão de que falta paulofreirizar a nossa educação. Como falta.
Estive essas duas semanas com isso entalado nas ideias e venho fazer mais uma defesa, mas talvez um pouco diferente: venho defender a necessidade de Paulo Freire com o que tenho de melhor, minha prática de professor.
"Concluindo estas reflexões em torno da importância do ato de ler, que implica sempre percepção crítica, interpretação e 're-escrita' do lido, gostaria de dizer que, depois de hesitar um pouco, resolvi adotar o procedimento que usei no tratamento do tema, em consonância com a minha forma de ser e com o que posso fazer" (Paulo Freire em A importância do ato de ler, p. 24).
Esse livreto de 1982 repousa na minha estante desde o início dos anos de 2000, quando o desejo de ser professor e o curso de história na UnB (entre outras forças) levaram-me a pescá-lo entre o livros do meu pai, que tinham sido também da minha mãe Maria do Rosário Caetano. Autografado pelo próprio Paulo Freire em 1982 para ela com "um rosário de simpatia".
Ele chegou aos meus olhos, de certo modo, como chegaram os cds do Pink Floyd aos 16 anos, sem imposição, mas como uma opção ao alcance, que busquei quando quis. Paulo Freire sempre foi uma leitura importante para mim, tendo em 2003 dado uma aula para a turma de Prática de Ensino do professor Jaime de Almeida, quando fui seu monitor e ele viajou. Aprendi com Freire que a educação deve libertar, deve habilitar para a crítica, para questionar. Que o ensino bancário vinha sufocando as vivências tão profundas e magníficas de tantos seres humanos. Que a educação não era privilégio da sala de aula ou de qualquer espaço. Aprendi que aprender-ensinar era uma postura de vida.
Aprendi que ser professor era muito mais mais aprender e ensinar a aprender do que qualquer outra coisa.
Com o tempo (e leituras de Foucault), a vida trouxe meus pés pro chão, mesmo com a mente sempre no infinito (e além). Percebi que o sistema é disciplinador e que quanto mais útil, mas disciplinado você foi. Os termos já vem dados. Mas aprendi que o uso é nosso. Existe uma arte do fazer. E nisso, Foucault e Freire podem sim dar as mãos e protestar.
"O objetivo principal não é descobrir, mas refutar o que somos. (...) Não é libertar o indivíduo do Estado e de suas instituições, mas libertar-nos, nós, do Estado e do tipo de individualização que vai ligada a ele. É preciso promover novas formas de subjetividade..." (Michel Foucault em O Sujeito e O Poder, que li no Jorge Larrosa - Tecnologias do Eu e a Educação, p.86).
Educar com crítica, interpretação e re-escrita do lido deve promover novas formas de subjetividade.
Na minha em prática de sala de aula sempre confronto a leitura dos meus estudantes. Tem que ler. Não tem opção. E todos leem.
E tem que treinar. "Leia tudo que passar na sua frente. Livro, pacote de biscoito, vidro de xampu. Leia tudo, porque ler nunca é demais". Sempre digo isso. No meu plano de aula do 8o ano tem 3 livros: Morte e Vida Severina, A Utopia e Os Sertões. No 9o tem texto acadêmicos: José Murilo de Carvalho, Marcelo Magalhães e até meu, entre outros, além do A Revolução dos Bichos. Lemos em grupo, reescrevemos. Escrevemos o que queremos dizer para também lê-lo. Leitura e produção de textos. Releitura e discussão de textos.
A leitura tem que ser em voz alta. Tem que ser em casa, na rua e na escola. A leitura tem que ser discutida. Problemas tem de ser identificados e soluções podem ser propostas. A vida é discursiva e os discursos são vivos.
Tem que aprender a ler os textos, as imagens, as pessoas, as culturas e os mundos.
O ato de ler, sábio Freire, é fundamental.
Temos de ler a beleza da língua portuguesa. A musicalidade de uma saudade. A graça de quintilhões. O significado de grafia do grego escrever. O conforto de poltrona. As semânticas das histórias.
Ouvi dizer que na Finlândia as fronteiras cedem... bom seria, creio, mas aprendi que me vou com meu jeito de ser e com o que posso fazer". Sei que aqui abrem caminho para a redução da maioridade penal.
Nós queremos mais leitura, Freire. Eles querem mais cadeia. E ainda dizem que basta de nós...



terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Porque eu votei contra a greve dos professores ou convidá-los a pensar


Salve salve pessoas... pois eis que o ano enfim começou. Segunda teve assembléia dos professores da rede pública do DF, da qual faço parte. A presença foi intensa e o clima era um só: GREVE. Os professores decidiram por uma paralisação até sexta, quando há nova assembléia marcada. Não há sinais que Sinpro ou governo vão ceder. Hoje a escola estava bem vazia, juntamos 2 turmas de 6o ano e duas de 9o com os presentes e avisamos: falem para vizinhos, colegas, amigos e parentes que tem aula no CEF 308 do Recanto das Emas.
Quando fiz a greve de 2012, que durou mais de 50 dias, fui o único professor da minha escola que parou a greve toda no turno matutino, sendo apenas dois na escola toda. Fiz questão de repor todas as aulas e montei um esquema para minimizar para os estudantes (que iam 1 sábado sim, dois não, por exemplo), mas não foi nem de longe o que era pra ter sido no ano regular. Daí que aprendi uma importante lição: eu não estou nessa pelo dinheiro. Eu não estou nessa pelos atrasados, pelos aumentos futuros ou pelos argumentos que mobilizem o sindicato a mobilizar a classe.
Eu estou nessa porque eu curto ser professor. Eu estou nessa pelos meus estudantes. Não vou prejudicá-los para receber. Pelo contrário... EU VOU PRA ESCOLA E VOU ENCHER A CABEÇA DA JUVENTUDE DE IDEIAS. Vou convidá-los a pensar. Vou provocá-los.
Vou mostrar pra eles as maquiagens dos discursos dos governantes, dos pais, da escola, dos professores, deles, dos meus. Vou falar sobre jogos de poder e sobre os donos do poder.
Que ninguém entenda que estou falando em missão... nunca! Professor é uma profissão como as outras... com deveres e direitos como todas as outras. 
Mas gostaria de ver as pessoas se indignarem que o piso nacional ainda seja um sonho em certos estados da federação. Gostaria que se pensasse que a nossa ilha de "caos no DF", bebe da eterna desolação de Maranhão e afins.
Eu já fiz greve achando que as pessoas queriam melhorar a educação.
Doce ilusão.
A greve é um instrumento político. Toda greve é política. Essa é política e partidária. 
Cada um tem seus motivos, sua indignação, suas esperanças.
Eu tenho minha experiência. Meus espaços de experiência e meus horizontes de expectativas pra citar o Koselleck... rs. Não é a GREVE, você que me lê. Não é o sindicato e não é o governo. É a sala de aula! Esse espaço que tentam enquadrar, mas que transborda os muros da escola quando se quer. Tudo o que eu falo é de querer... pros estudantes e pra você. 
É PRECISO QUERER.
Vai pra escola e dê uma aula como você nunca deu antes.
Aproveite a GREVE enquanto suspensão da normalidade e dê uma aula que você já vislumbrou, mas se proibiu.
Cante com eles.
Conheça-os a ti mesmo.
Navegue-os e se deixe navegar.
Assista Matrix com eles.
Fale de Deus ou do daime.
"Mas não diga que a vitória está perdida..."
Mas não ache que deixar a sala abalará o governo. O que abala o governo é estar nelas.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Plano de aula para o 9o ano: história, memória e cidadania


Salve salve pessoas, como eu disse na postagem anterior, esse ano são 9 turmas de 6o ano e uma novidade: vou dar aula para o 9o ano pela primeira vez. Os estudantes foram todos meus alunos no 6o e no 8o ano. Como normalmente trabalho com 8o ano, realizo a Olimpíada de História com os 9os anos para manter o contato. Essa experiência é uma das poucas práticas concretas com que contei para elaborar esse novo plano de aula, que ainda é muito teórico. Ano que vem eu vou ter um respaldado pela prática desse 2015 que vem por aí.
Meu planejamento está em concordância com a coleção de didáticos com que trabalho (que a escola recebe pelo triênio até o próximo PNLD), coleção História Temática da Conceição Cabrini e outros que uso e já citei aqui no blog. Hoje em dia, a coleção se chama Velear e falo sobre ela no meu texto sobre livros didáticos. De modo geral, os eixo-temáticos são cidadania e direitos humanos. Estes vem trabalhados em quatro unidades que percorrem tradicionais conteúdos do 9o ano, como as guerras mundiais e ditaduras no Brasil, mas também a industrialização brasileira no século XIX e a formação da cidadania na Grécia Antiga.
Eu acrescento dois outros eixos: história e memória. Além da cidadania, resolvi envolver também o tema da memória que esta relacionado à minha pesquisa de doutorado. Pesquisa que nasceu com o trabalho com estes estudantes (entre outros) no 6o ano e me fez pensar a proposta arrojada de integrar os educandos do 9o como orientadores para os estudantes do 6o ano, seja na recuperação colaborativa, seja na elaboração do teatro.
Bom, a ideia é começar com o mapeamento dos conceitos de história como todo ano e com as narrativas de história de vida. Depois serão apresentados os três eixos temáticos que caminharão em diálogo, mas terão direções próprias. A Olimpíada de História será preparada ao longo do 1o bimestre, tendo a culminância no início do 2o bimestre com as etapas. Minha melhor equipe até hoje foi até a 4a fase, mas com o trabalho específico com aulas para discutir as provas e fazer exercícios, vai ajudar bastante, então espero chegar até Campinas dessa vez.
O segundo eixo será mais de discussão sobre a formação da cidadania contemporânea ou pós-moderna, conforme queiram. Vou trabalhar com um recorte do Cidadania no Brasil: o Longo Caminho do José Murilo de Carvalho, a introdução. e História e Cidadania: Por Que Ensinar História Hoje? de Marcelo Magalhães, dois textos bons e que vão direto à questão dos processos de formação e afirmação dos direitos políticos, civis e sociais, além da questão do direito à diferença. A eles somam-se aulas expositivas sobre a atual "crise hídrica" e a 1a Guerra Mundial.
O terceiro eixo será o desenvolvimento do projeto História do Recanto das Emas. Assim como o trabalho da Olimpíada de História, esse projeto será em equipes de 3 pessoas. Ele consistirá em orientar os estudantes na escritura de uma história do Recanto das Emas a partir dos relatos de moradores, articulando-se essa prática ao que já é feito com os estudantes do 6o ano no 1o bimestre. A partir do 2o bimestre, após a Olimpíada, os estudantes trabalharão sobre o material produzido por seus colegas em consonância com minha pesquisa do doutorado.
Para todos os eixos existem aulas específicas, assim como aulas integradas que os articulam, assim como avaliações e recuperações continuadas. Também continuo utilizando muitos filmes, que transitam pelos três eixos. No 1o bimestre, por exemplo, irei fazer uso de Kill Bill 2, Cidade de Deus, Rap: o Canto da Ceilândia, Matrix, Glória Feita de Sangue e O Grande Ditador. Em todos os casos, são trechos do filme que permitem a discussão, ficando a critério do estudante ver o filme todo se tiver o interesse, assim como os textos escritos utilizados.
Continuando, se no 1o bimestre temos a preparação da Olimpíada, os conteúdos formação da cidadania e 1a Guerra, além da discussão do projeto História do Recanto. O 2o bimestre começa forte com as fases da Olimpíada até meados de maio. Depois disso passarei a alguns conteúdos para pensar a questão da cidadania e direitos humanos, que vão do período do fim da 1a Guerra até o fim da 2a Guerra: Revolução Russa, Guerra Civil Espanhola, totalitarismos, Crise de 29, Era Vargas, não necessariamente nessa mesma ordem. O projeto História do Recanto passará pela análise conjunta das fontes nesse período, produzidas pelos educandos do 6o ano no 1o bimestre, além da elaboração de um roteiro de pesquisa.
O texto que utilizo no 2o bimestre (além do livro didático) é A Revolução dos Bichos do George Orwell. Além deste, trabalho com os filmes Nós Que Aqui Estamos Por Vós Esperamos (completo), O Labirinto do Fauno, Terra e Liberdade e 1984.
O 3o bimestre se iniciará pelo projeto História do Recanto, onde após terem realizados entrevistas nas férias, os trios já estarão aptos a produzir algumas sínteses, que culminarão nos trabalhos finais em meados do bimestre. Antes disso, irei discutir a relação entre história e memória, discursos e regimes de verdade.
Caso haja alguma equipe classificada, na primeira semana de agosto estaremos indo para Campinas para a última etapa da Olimpíada.
A discussão sobre cidadania e direitos humanos se dará sobre temas como o pós-colonialismo, a ditadura militar no Brasil entre 1964 e 1985 e a comissão da verdade. Não haverá nenhum livro além do didático nesse bimestre, embora eu vá trabalhar textualmente a música Cálice de Chico Buarque e trechos de matérias de jornal sobre a comissão da verdade. Acrescento ainda os filmes Santo Forte, 15 Filhos, O Dia Que Durou 21 Anos e Entre os Muros da Escola.
A partir do 3o bimestre, eu também pretendo integrar os processos de recuperação continuada, utilizando os educandos do 9o ano como orientadores dos estudantes de 6o ano. Desse modo, cada equipe terá a responsabilidade de auxiliar alguns dos educandos menores, desenvolvendo sua própria capacidade de ensino e aprendizagem. Isso se integrará com o fato de que no 4o bimestre, já tendo dado conta da Olimpíada e do projeto História do Recanto, os grupos cuidarão de assessorar a realização do teatro da Guerra de Tróia, enquanto o estudo do mundo grego e a cidadania na Atenas de Péricles.
Sendo assim, o quarto bimestre terá a discussão de dois belos textos: a tragédia As Troianas de Eurípedes e O Elogio de Helena de Górgias.  Tais textos serão tomados como elementos para pensar esse modelo de cidadania construído a partir da Atenas de Péricles, assim como de seus mais famosos filósofos. Isso servirá para problematizar o modelo de cidadania moderno, bem como refletir sobre as possibilidades contemporâneas da cidadania com duas palestras do TED: O perigo de Uma História Única de Chimamanda Adiche e A Guerra Contra as Drogas de Ethan Nadelmann. Haverão também músicas e filmes com a culminância da apresentação de projetos de intervenção no Recanto das Emas a partir do CEF 308. As músicas que serão analisadas são Meu Amigo Pedro de Raul Seixas e Mistério do Planeta dos Novos Baianos e o filme é Tróia.
 O teatro (ou rpg) do mito é o grande evento do ano. Os estudantes ficam realmente alucinados, já me esperando com tudo pronto pra ação começar. Mas ano passado deu um trabalho descomunal, sendo assim, os estudantes do 9o ano atuarão como contra-regras e coordenadores das cenas (como aconteceu no ano passado, mas extra-oficialmente). Os educandos do 8o e 9o ano sempre tem um saudosismo de seus papéis e conseguem lidar melhor com os papéis.
As provas de todos os bimestres, como acontecia com os 8os anos, serão com consulta livre e os pontos serão distribuídos entre os 3 eixos de acordo com seu peso naquele bimestre. Vamos ver o que dá certo e o que eu mudo ano que vem...

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Plano de aula para o 6o ano: tempos, mitos e culturas (2015)


Salve salve pessoas, após muitas viagens e mudanças de rotas eis que chegam os novos planos para 2015. Este ano eu ia estar de licença remunerada para o doutorado e ficaria fora de sala pelos próximos 3 anos. Eu já poderia estar de licença desde o começo do ano passado, mas quis conciliar o primeiro ano (a licença está garantida no meu plano de carreira aqui do DF, mediante um seleção que precisa ser publicada em edital). E o que aconteceu? Com o desmantelo do governo passado, não saiu edital no fim de 2014 e com "a crise" no início de 2015, não creio que vá sair no meio do ano. Assim sendo, lá vamos nós, que a Ana, minha primeira filha, nasce em maio e aí será filha, trabalho, doutorado e viver... mas só fica mais difícil, não é mesmo?
Nesse ano terei 9 turmas de 6o ano, o que pra mim é uma alegria sem igual e facilita meu trabalho. Modéstia à parte, sou um sensacional professor de 6o ano e curto muito os seres humanos nessa faixa etária de fim da infância. Também terei pela primeira vez uma turma de 9o ano, do que falarei na próxima postagem. Meus eixos temáticos pro 6o ano são tempos, mitos e culturas. O texto aqui é muito parecido com os que publiquei nos últimos anos, mas com acréscimos, correções e mudanças. Essas temáticas seguem a proposta da coleção História Temática da Conceição Cabrini e outros que uso e já citei aqui no blog. Hoje em dia, a coleção se chama Velear e falo sobre ela no meu texto sobre livros didáticos.
Eu adoro dar aula pro 6o ano, me preparei muito bem pra isso durante um bom tempo, sendo um dos recortes da minha dissertação de mestrado. Além disso, já são 5 anos de experiência (10 turmas de 6o ano em 2010, 10 turmas em 2011, 7 turmas em 2012, 6 turmas em 2013 e 7 turmas em 2014). Os motivos de minha predileção são muitos: é o primeiro momento em que os educandos tem contato com um professor formado em história; marca a passagem dos anos iniciais pros finais do ensino fundamental, com mais disciplinas, professores, obrigações; tem início a consolidação de conceitos científicos dos educandos, em articulação com suas concepções espontâneas (na ótica de Vygotski); até mesmo a chamada pré-adolescência desse fim de infância é interessante.
A ideia de concepções espontâneas é meu ponta pé inicial. Normalmente, todos os livros didáticos de história iniciam suas coleções de história dos anos finais do ensino fundamental com um capítulo ou com uma apresentação sobre o que é história, alguns conceitos operacionais como tempo, sociedade, cultura e logo passa para o que denominam de "pré-história". Existem dois graves problemas aqui. O primeiro é apartar conceitos e conteúdo, isolando os primeiros como ferramentas ideais para o desenvolvimento do conteúdo, ou seja, realça-se o conteudismo em detrimento do desenvolvimento teórico e crítico dos educandos.
Os conceitos devem ser operacionalizados no trato com os conteúdos na minha opinião. Você pode discutir a história como discurso, como prática, como operação, como lente, como sentido ou qualquer outro regime que lhe interessar. Pensar o que é a história, o que é tempo deve ser encarado como pensar o que é contar uma história, fazer uma história, manipular uma história, dessecar uma história, acreditar em quantas histórias se queira.
Não se costuma ensina a pensar historicamente.. se ensina uma certa história. Um desdobramento disso é a ilusão de não se estar afirmando um modelo de história nesses conteúdos ensinados, como se o conteúdo tivesse um valor intrínseco, essencial e inescapável. Enquanto isso, esse modelo é afirmado e reafirmado por esse silêncio teórico-metodológico.
O segundo problema é deixar de lado, ignorar ou até mesmo atropelar as concepções espontâneas que os estudantes já trazem consigo de uma longa vivência pré-6o ano. Não só a escola já vinha envolvendo-os em um entendimento social e pedagógico de tempo, como as incontáveis experiências para além dos muros da escola também já deixaram suas marcas em seus horizontes de expectativa. Viver e pensar a história chega muitos antes da disciplina história e de seus disciplinadores.
É importante dialogar sobre os fundamentos teóricos e metodológicos da história com os educandos, assim como valorizar o espaço de suas experiências na construção de possíveis entendimentos da historiografia. Para isso, desenvolvo meu trabalho do 1o bimestre todo concentrado na discussão de o que é história. Eu inicio com a discussão do conceito que os estudantes tem de história, apresento o conceito de alguns dicionários sobre o que é história e finalmente o meu próprio entendimento. Esse debate integra-se às noções de biografia e autobiografias, onde os educandos são instigados a pensarem suas próprias histórias de vida e de outras pessoas.
Mesmo que os estudantes cheguem depois, faltem as aulas, esse primeiro passo é essencial para mim. Ele fundamenta todo o resto e faz com que não haja a opção de discutir a concepção do educando, pensar sua biografia e suas relações sociais, familiares e escolares.
Pretendo inaugurar uma nova dinâmica avaliativa através da leitura de artigos relacionados aos temas tratados e desenvolvidos (como, por exemplo, uma biografia de Cândido Portinari e de Izabel da Cunha, contidas no livro didático, a minha própria e a deles mesmos). É uma  constante avaliação e construção de saberes, pode ser uma recuperação continuada articulável com outras disciplinas, muito embora, meu real interesse seja pluralizar as possibilidades de discussão.
Em conjunto com o debate sobre documentos históricos, a relação entre a pesquisa e a narração sobre o passado, o trabalho bimestral dos estudantes é escrever a biografia de seus avós. Para tanto, eles devem realizar entrevistas de acordo com um roteiro previamente tratado em sala. Posteriormente, os trabalhos são corrigidos e discutidos com todo o grupo, de modo que cada turma produz uma síntese das informações baseada nos dados coletados de cada turma e do conjunto das turmas. Assim, além de se articular a experiência pessoal e familiar dos estudantes, constrói-se uma leitura da história local, uma representação da comunidade da qual eles fazem parte. Ao longo desses 5 anos em que desenvolvo esse trabalho, isso me permitiu articular histórias de vida com a história do Recanto das Emas (região administrativa onde trabalho), partindo num segundo momento para a história de Brasília (o que culmina com a data do aniversário de Brasília no final do 1o bimestre e início do 2o bimestre). Ao invés de fazer dos educandos os receptáculos pretensamente vazios de um saber pronto conhecido por mim, minha proposta é construir com eles uma história deles mesmos, de suas famílias, de sua cidade.
Este ano, haverá um momento adicional, pois irei envolver os educandos do 9o ano. Pretendo que eles formem grupos, que lerão, corrigirão alguns trabalhos e elaborarão um texto sobre sua pesquisa (tudo acompanhado por mim).
Nenhum estudante conclui o ano comigo sem fazer esse trabalho. Minha cobrança faz com que até 80% realizem até o prazo inicial, mais 15% até o fim do bimestre. Mesmo que o educanda chegue no meio do ano, ou seja evasivo à máxima potência, em último caso, eu sento ele na biblioteca e fazemos o trabalho. Lembre que o objetivo não é puni-lo por não fazer, o objetivo é fazer (e querer fazer). Nos últimos três anos, esse trabalho também foi reapresentado e retrabalhado para feira de ciências do 3o bimestre, articulado com as biografias produzidas pelos estudantes nas aula de português. 
Esse projeto além de me trazer enorme satisfação também é utilizado por mim como pesquisa para o doutorado. Meu projeto de pesquisa foi aprovado no fim de 2012 no programa de pós-graduação da UnB, muito embora tenha ganhado uma orientação de história urbana do Recanto das Emas, buscando outras interlocuções além da memória dos estudantes e moradores. Ainda assim, é uma pesquisa sobre ensino de história, sobre minha prática e sobre essa comunidade da qual tomo parte.
Integrada a essa síntese, é desenvolvida a discussão das percepções do tempo, os instrumentos culturais para marcar a passagem do tempo, os ciclos e as linearidades, o tempo histórico, tradição e ruptura. Atentando para a diversidade das culturas em seus entendimentos e expressões do tempo, entender o nosso tempo e o tempo do outro. Há uma visita ao planetário de Brasília, que foi reformado. Não é possível levar todos os alunos do 6o ano, o planetário poderia oferecer um acerco e videos melhores, mas ainda assim o passeio é válido.
No 2o bimestre, articulado com os conceitos tratados desde o começo do ano, nós passamos para a discussão sobre a formação do universo, dos astros e, principalmente, da vida. Debatendo as próprias ideias de evolução, criação, origem, os alunos são instigados a pensar sobre as convergências e divergências, heranças e perdas do que entendemos por ser humano. Rompendo com uma noção de "pré-história", esse período histórico é abordado como teatro do que vemos como fundamental em nossa sociedade: o trabalho, a propriedade, o artesanato, a agricultura, o comércio, a metalurgia, a escrita.
O trabalho bimestral é realizado em grupo, com várias matérias jornalísticas sobre ancestrais do homo sapiens sapiens, expressando uma diversidade de opiniões, conceitos, leituras, entendimentos e definições do processo evolutivo do chamado homem moderno.
Além disso, acrescento o material da minha viagem à África do Sul ano passado, região onde estão vários dos mais antigos fósseis humanos, além dos lêmures de Madagascar. Pude fotografar o famoso australopithecus sediba, descoberto em 2009, além de ficar impressionado com o museu de história natural da Cidade do Cabo. Como sempre faço, a ideia é integrar o mundo lá fora à sala de aula, Viajar é preciso, meus caros.
No 3o bimestre, eu passo a tratar de 4 civilizações antigas, mas não em concordância com a visão
tradicional da evolução etapista da formação da sociedade ocidental. Eu trabalho com a Mesopotâmia, o Egito Antigo, a Índia Antiga e a China Antiga através de um mito de cada povo. A ideia é construir nossa própria leitura desses povos, enquanto formas culturais diversas de desenvolvimento humano na margem de grandes rios como Tigres e Eufrates, Nilo, Indo e Amarelo. Não se trata de encontrar uma pretensa totalidade politico-econômica-sócio-cultural em lenta formação.
O trabalho para avaliação consiste em que cada estudante crie um povo e um mito. Através de alguns modos de operação como divisão social, rio, divindades, ele deve trabalhar com os conceitos apresentados anteriormente. A criatividade é incentivada. Como é um trabalho mais complexo e feito em casa, o índice de realização chega a 65% na data marcada e 90% até o fim do bimestre.
No 4o bimestre, dou continuidade ao trabalho com mitos e civilizações. Através do mito da Guerra de Tróia (Ilíada de Homero), não só podemos construir uma leitura da civilização grega, como explorar a importância desse mito e da cultura grega para nosso tempo. Cada estudante fica responsável por um personagem do mito, que ele interpreta durante o estudo do mito. O teatro (or rpg) do mito é o grande evento do ano. Os estudantes ficam realmente alucinados, já me esperando com tudo pronto pra ação começar. Valorizam ao máximo seus papéis. A grande apresentação coletiva ao fim do ano letivo foi um sucesso. Ainda que não tenhamos chegado a apresentar para a escola, como planejado inicialmente, os ensaios foram o máximo, com envolvimento de alguns educandos do 8o e 9o ano, que sempre tem um saudosismo de seus papéis. Houve a criação de uniformes e até mesmo de réplicas de armas e capacetes. Tudo isso pode ser visto nos vídeos em anexo.
Além disso, ao fim das encenações, cabe a eles contarem o que aconteceu com o personagem depois da guerra (quem disse que a morte é um fim?), cada um tendo sua própria Odisseia.
Por fim, fechamos os trabalhos com a Eneida de Virgílio e a valorização da cultura grega no mundo romano.
Dá trabalho, mas modéstia a parte, é muito bom... e está sempre sendo melhorado.



sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Fim de ano, últimas avaliações e as incertezas do amanhã...


Salve salve pessoas. Pensem em um professor acabado. Esse trem de doutorado e trabalhar ao mesmo tempo não é de deus não viu... esse fim de ano em 2014 é certamente um dos contextos mais exigentes de minha modesta trajetória. Só neste exato momento terminei de corrigir o último pacote de provas e fechar minhas notas (que deveriam ter sido entregues hoje à secretaria, mas o serão no 1o horário da segunda... rs).
Estou aliás em um não recomendável intervalo, já que tenho 15 páginas para escrever do artigo da disciplina de Teoria do doutorado. Mas as coisas por dizer estão cá na ponta da língua.. e dos dedos.. daí que ganham corpo.
Primeira avaliação: 2014 foi um ano difícil. Esse contexto de Copa e eleição tumultuou muito as coisas. Para 2015 temos a secretaria de educação  em novas mãos com o governo do PSB (ou serão novas velhas mãos?). O governo Agnelo vai sem deixar saudade, se esfacelando mesmo antes do fim. Acredito que nós professores e a área da educação tiveram ganhos nos últimos 4 anos, mas silenciados na atual conjuntura.
Segunda avaliação: eu vou sentir falta demais da sala de aula ano que vem. Se por um lado estou reclamando da sobrecarga, não sei o que será de mim sem a arte de ser professor.
Dito isso, acredito que o ano rendeu histórias maravilhosas, como o caso do David, que conseguiu as lentes e talvez a cirurgia. Isso foi fruto do trabalho de toda a equipe, mas acho que tem destacar meus colegas da sala de recursos Bete e Júnior e nossa coordenado SS estrelinha Daniela. O trabalho mais em equipe rendeu bons frutos na gincana, na festa junina, na feira de ciências e no natal solidário, para citar apenas alguns exemplos.
Ainda assim, nas minhas 10 turmas o cenário é de mais reprovações e evasões do que no ano anterior. Se em 2013 havíamos reduzido a reprovação do 6o ano de 30 para 25%, retornamos aos 30%. Desses, exatos 15% de abandonos e 15% de reprovações efetivas. Não soubemos combater a evasão e pouco fizemos na superação dos excessos avaliativos. Não basta um provão de marcar "x" no gabarito, é preciso avaliar melhor. Também parece que haverá um pequeno acréscimo entre os 8os anos. Ainda não tenho o quadro das turmas de 7o e 9o ano, mas acrescentá-los-ei após os conselhos de classe de segunda e terça-feira.
Como sempre, eu defendo que reprovar NÃO é solução. Reprovar é um problema. Algumas vezes pode ser como dar um passo atrás (ou no mesmo lugar se preferir) para dar dois à frente (ou um em frente se preferir), mas outras tantas vezes é uma repetição dos mesmo erros que faz tábula rasa da experiência que existiu, mesmo com as dificuldades que teve. Isso é mais nítido nos casos de repetências seguidas de estudantes que não conseguimos alcançar de forma alguma.
Do ponto de vista da minha prática, foi um ano muito proveitoso. A culminância dos 6os anos com o teatro do mito da Guerra de Tróia foi sensacional, ainda que não tenhamos conseguido nos apresentar para a escola (irei fazer uma postagem apenas sobre isso). A culminância dos 8os anos com a leitura de Os Sertões de Euclides da Cunha e o filme Vidas Secas de Nélson Pereira dos Santos, baseado na obra de Graciliano Ramos, foi muito proveitosa. A ideia de aplicar a prova para ser feita em casa me agradou bastante e será mantida no futuro.
Que venha 2015...


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Avaliação, novos resultados, reavaliações e fim do 3o bimestre


Salve salve pessoas... uma vez mais, pra não perder o costume, desculpem pela demora. Este ano atípico de copa + eleição, somou-se no meu cotidiano com doutorado, inferno astral, preparativos de festa de aniversário e outras coisas mais. Tanto que não consegui colocar aqui no blog o balanço do bimestre antes de agora. Eu o fiz antes do conselho de classe, que foi semana passada, e tenho agora a experiência de pela primeira vez fazer minha análise já tendo dialogado com meus colegas.
O 3o bimestre não é mais um momento de avaliação apenas propositiva, mas sim de analisar o que foi construído ao longo do 1o semestre. As propostas e costumeiras correções de rota devem sinalizar se os educandos conseguiram ganhar autonomia de vôo ou se carecem de um esforço concentrado para conseguir prosseguir ou não de ano.
Como conversava com alguns amigos hoje, eu sou a favor da aprovação cíclica, entendendo que a retenção deve ser uma exceção justificada por necessidades particulares, que serão atacadas no ano seguinte. Ainda assim, minha escola trabalha com o modelo de reprovação tradicional, costumeira arma na mão dos professores tão sucateados em seus poderes. Pouca boa vontade existe no sentido de problematizar como a reprovação é a mais direta reprodução de nosso sistema competitivo, meritocrático e alienante.
Dito isto, o 3o bimestre é um dos que eu e os estudantes mais nos divertimos. Nas turmas de 6o ano, tratamos dos mitos de quatro civilizações: Mesopotâmia, Egito, China e Índia. Esses mitos servem como ponto de partida para a discussão da formação desses quatro povos à beira dos rio Tigres, Eufrates, Nilo, Indo e Amarelo, suas divisões sociais, culturas e importância. Esse ano, por sugestão de um grande amigo no ano passado, passei a realizar as encenações de cada um dos mitos e não só do mito da Guerra de Tróia no 4o bimestre. Deu super certo... passou a ser o momento mais esperado por todas as sete turmas. E ai de mim se não realizasse o teatro do mito. 

O 6o ano A é uma turma que melhorou muito, embora a maior parte dos seis repetentes dela tenha retornado ao comportamento indisciplinado e apático do ano anterior. Com exceção do aluno 7, que segue bem e é um dos melhores casos esse ano (após repetir o 6o ano com louvor por duas vezes), os outros 5 caíram. O aluno 8 se encontra reprovado por faltas e o aluno 10, apesar de ter chance comigo, já está reprovado em cinco outras matérias e não conta com a simpatia de nenhum professor pelos problemas disciplinares. Os alunos 1, 20 e 22 ainda requerem atenção, mas devem passar, embora 1 necessite de atenção especial.
Além destes, entre os alunos regulares houveram 3 outros abandonos com reprovação por faltas: 3, 24 e 33. Os estudantes 11, 19 e 26, apesar de um acompanhamento individualizado persistiram no comportamento evasivo, faltando muito e tendo enorme dificuldades nas atividades, mostrando a necessidade de realizarem o 6o ano de maneira completa. A aluna 28 teve uma queda acentuada no desempenho em todas as disciplinas e também será retida, assim como a aluna 31, que ainda acredito ser possível recuperar, mas que encontra-se em situação gravíssima em todas as matérias.
Ainda que a maior parte da turma não vá ter problemas em passar para o 7o ano, casos que requerem cuidados são 5, 14, 16 e 29.
Os destaques da turma na minha disciplina, ou seja, aqueles que já consolidaram um bom rendimento e mostraram terem uma capacidade de aprendizagem bem consolidada são 2, 4, 7, 9, 12 e 25.

O 6o ano B é a turma que mais melhorou nesse bimestre. Aqui também foi o lugar onde a individualização do atendimento aos alunos com defasagem mais deu retorno. Entre os cinco repetentes, apenas 7 teve queda de rendimento e de disciplina, que já o colocam como reprovado em mais de cinco matérias. É o mesmo caso do aluno 21, embora esse tenha melhorado comigo e me pareça ter condições de avançar. A aluna 28 teve boa melhora e tem chances se continuar respondendo ao acompanhamento individual. A aluna 6 teve melhora e não deve ser problema, enquanto que a estudante 22 é um dos destaques da turma e de todo 6o ano.
Dentre os educandos regulares, já se encontram reprovados por abandono total ou relativo 11, 12, 17, 24, 30 e 31. Dentre estes, o aluno 12 foi o único da turma que não correspondeu ao acompanhamento individualizado. Também devem ser retidos por questões de caráter psicológico a aluna 25.
Entre aqueles que requerem atenção particular: 5, 9, 26 e 29. Sendo que com exceção de 26, os outros três devem entregar o trabalho de biografia dos avós do 1o bimestre para poderem prosseguir.
Há aqui um bom número de destaques: 2, 3, 4, 10, 14, 15, 16, 20 e 22.

O 6o ano C é a turma de que sou conselheiro e apesar de apresentar significativa melhora no trabalho comigo, não é o mesmo com os demais professores. Há um grande número de estudantes de comportamento problemático aqui colocados justamente para ficarem sob a minha tutela. Eu vejo avanços, mas existe muita resistência dos meus colegas em enxergar avanços tímidos de educandos problemáticos. Ainda assim, tenho que reconhecer que dos quatro repetentes da turma, três tiveram queda de desempenho, já estando dois deles retidos para o ano que vem: 6 e 26. Eu ainda acredito poder dar uma sacudida final na aluna 6, mas é um caso muito difícil. O aluno 8, mesmo com a queda, deve passar de ano. O estudante 21 teve melhora apesar da parte disciplinar e deve progredir.
A turma conta com quatro abandonos: 14, 22, 29 e 32. Além destes, pelo fraco desempenho, mesmo com acompanhamento individual, também serão retidos 2, 4, 9 e 19. O estudante 4 apresentou uma melhora tímida e tô tentando um milagre aqui ainda. As estudantes 7 e 13 são casos parecidos, embora as notas estejam um pouco melhores e seja preciso controlar as faltas, têm chances de passar.
Também devo concentrar esforços nos educandos 18, 30 e 31. Todos casos difíceis, mas que vem respondendo ao acompanhamento.
Entre os destaques, o aluno 11 é certamente o meu predileto de todo o 6o ano e um excelente representante de turma. Também são destaques 3, 15, 17, 23 e 24.

O 6o ano D é curiosamente a turma mais cansativa de trabalhar, mas a com melhor rendimento coletivo nas avaliações da maioria dos professores. Alguns casos que preocupavam tiveram significativa melhora, restando poucos casos para reprovação além dos abandonos.
Essa turma possui apenas uma repetente, 24, que mostrou excelente melhora no rendimento e no comportamento e já está praticamente passada de ano. São cinco casos de abandono (incluindo o outro repetente que havia na turma): 2, 12, 18, 20 e 30. Com isso, existem outros três alunos já reprovados, 7, 16 e 17, que necessitam de um acompanhamento mais profundo ao longo do ano que vem.
Requerem cuidados, mas devem passar após a recuperação final 1, 15, 23 e 27. Aqui é só uma questão de ficar no pé.
Os destaques da turma que já estão aprovados são 4, 9, 10, 11, 19 e 22. A educanda 10 também é um destaque entre todos do 6o ano.

O 6o ano E começou a no como a turma mais promissora, mas degringolou ao longo do ano. Talvez a falta de um trabalho mais atento de um professor com a turma seja uma razão. Casos recorrentes de indisciplina e rixas internas dificultaram a socialização da turma.
Entre os três repetentes, 25 abandonou, enquanto que 2 e 8 melhoraram e devem prosseguir. Ainda assim, a aluna 2 parece ainda com dificuldades em deslanchar pelas próprias pernas e 8 continua com constantes problemas de disciplina.
Também abandonaram 10, 15 e 35, enquanto que 14, 20, 21, 22 e 32 já estão reprovados em cinco ou mais matérias com meus colegas. Todos tem chance de passar comigo ainda e acredito que posso ainda ajudar alguns casos, como de 14 e 22, que precisam apenas de mais esforço e responderam ao acompanhamento individualizado, e de 32, que chegou durante o ano.
Também necessitam de atenção cuidadosa 3, 7, 11, 13, 28 e 33, todos casos delicados, mas que podem seguir após a recuperação final.
O educando 9 é o grande destaque da turma, onde os bons desempenhos pouco frutificaram. Mesmo assim já estão passados 1, 4, 6, 23 e 29.

O 6o ano F apresentou significativa melhora, muito embora ainda seja uma turma em situação difícil. Houve um generalizado crescimento do interesse e da participação com o afastamento dos alunos para o acompanhamento particular. Enquanto a turma melhorou, nenhum dos estudantes trabalhados individualmente correspondeu.
A turma tem quatro repetentes, dos quais duas abandonaram, 17 e 24. O educando 5 é um dos destaques da turma e entre todos os repetentes do 6o ano. O aluno 8 apresentou melhora, mas o excessivo número de faltas já o coloca também como abandono. Além destes também abandonaram: 6, 7, 29 e 30.
Serão retidos e precisam de um acompanhamento cuidadoso e particular por todo o ano que vem 14, 19 e 21. Os três tem capacidades para um bom desenvolvimento mas tem carências familiares e disciplinares, não tendo respondido ao acompanhamento individualizado ao longo do 3o bimestre.
Necessitam de cuidados, mas devem passar: 1, 10, 12 e 32. O caso de 32 que chegou no fim do bimestre é crítico.
Entre os destaques, além de 5, posso acrescentar 3, 4, 9, 15, 16, 20 e 23.

O 6o ano G  é uma turma grande, o que complica um pouco as coisas. Ela tem trinta e quatro alunos, quatro a mais do que a média das outras turmas. Existem alunos difíceis e alguns dos casos de maiores conflitos no 6o ano. Ainda assim, a turma tem bom rendimento e, proporcionalmente, poucos casos de muita atenção. Aqui, o acompanhamento individualizado teve sucesso com alguns educando, mas nenhum êxito com outros.
A turma conta com 5 repetentes: 3, 16, 19, 20 e 23. Dentre eles, o aluno 16 abandonou, a estudante 3 tem bom rendimento e seguirá para o 7o ano, assim como 23 que teve queda de rendimento, deixando de ser um dos destaques, mas ainda rendendo o suficiente. Os alunos 19 e 20 requerem atenção cuidadosa, mas tem boas chances de prosseguir.
Também são casos de abandono 10, 18, 24 e 30.  Entre os reprovados, o aluno 13 é um caso de total indisciplina e encaminhado ao SOE, necessitando de acompanhamento psicológico cuidadoso. O baixo rendimento e participação também justificam a retenção de 29, 18, 13 e 26, muito embora os três últimas tenham correspondido no acompanhamento individualizado e possam conseguir passar com uma recuperação continuada e a recuperação final.
Necessitam de atenção particular 1. 21 e 27.  A aluna 31, que chegou durante o ano, é um caso grave que também apresentou pouco desenvolvimento.
A turma tem um bom número de destaques, em especial, da educanda 2. Além dela, 9, 14, 15, 16, 28, 33 e 34.

Nas turmas de 8o ano, o 3o bimestre é um bimestre de recuperação. No geral, as notas são baixas no 2o bimestre pela prova exigente sobre o livro A Utopia. No 3o bimestre, o tema é terra e propriedade: feudalismo europeu. Estudar a Idade Média da Europa é complicado, após estudar a Revolução Francesa. Minha ideia é uma arqueologia, mas é preciso muito cuidado para não haver maiores confusões. Minha ideia é explorar e desenvolver imaginários, que alcançam outras possibilidades de sonhar a Idade Média.
Com isso, há a apresentação de seminários e as notas são significativamente melhores com o trabalho em grupo e a avaliação de outras capacidades além das de uma prova discursiva.

O 8o A teve uma queda sensível, tanto no aspecto disciplinar quanto nas notas. Muito embora a turma ainda seja proveitosa em seu intuito de recuperar e habilitar educandos com experiência de repetidas retenções, passagem por turmas de aceleração e problemas extra-escolares, já há um número significativo de desistências. Mesmo assim, os números são mais animadores que os dos anos anteriores.
Entre os abandonos temos: 21, 22, 24, 31 e 33.
Entre o baixo rendimento e desinteresse: 3, 5, 8, 12, 15, 18, 20, 29 e 35. Acredito que o caso de 29 possa ser revisto, embora exija muito cuidado
Necessitam de continuidade no acompanhamento individualizado 2, 16, 27 e 39.
Entre os destaques da turma temos 6, 23 e 37.

O 8o E, que pecava muito pela disciplina, teve uma grande melhora nesse bimestre. A turma teve melhora de rendimento e tem um panorama relativamente tranquilo para a maioria dos estudantes.
Entre os abandonos temos 12, 18, 20 e 39.
Além destes, estão reprovados 11, 16, 21 e 36. Com exceção do primeiro, ainda acredito ser possível investir num milagre para algum dos três últimos, embora não tenham mostrado avanços especiais que justifiquem minha esperança.
Precisam de alguma atenção: 7, 23, 24 e 33. O caso de 24 é o mais grave e pretendo ajudá-lo em todas as disciplinas.
Podemos destacar nessa turma 10 e 17.

O 8o F é a menina dos meus olhos para resumir. Embora estejam conversando um pouco demais pro meu gosto.
Existem aqui dois casos candidatos à retenção: 12 e 24. Ambos são alunos especiais, com laudo e seus casos devem ser tratados com atenção maior no conselho final. Ainda assim, a possibilidade de retenção é a mais forte.
Não existem abandonos. São dois também os casos que requerem algum cuidado e apoio: 15, 33 e 39.
Merecem destaque como os melhores educandos do 8o ano 1, 14 e 30. Além do trio, são destaques 2, 3, 6, 13, 19, 26, 29 e 31.